Aborto saltou das páginas impressas para as mídias sociais e continua ganhando apoio
Texto, foto e vídeo: Guilherme Almeida
Editor da TRIP, Fernando Luna, defende descriminalização do aborto
A revista TPM, publicação voltada para o público jovem feminino, foi o veículo que dedicou maior atenção ao tema aborto. A campanha Precisamos Falar sobre Aborto, lançada em novembro do ano passado, se mantém ativa nas redes sociais e recebe contribuições de mulheres de todo Brasil.
Segundo a diretora de núcleo da revista, Micheline Alves, e o diretor editorial, Fernando Luna, a hashtag #precisamosfalarsobreaborto, apresentada pela primeira vez na edição de novembro de 2014, não veio para gerar polêmica, mas para falar com seriedade sobre o assunto.
Segundo a diretora de núcleo da revista, Micheline Alves, e o diretor editorial, Fernando Luna, a hashtag #precisamosfalarsobreaborto, apresentada pela primeira vez na edição de novembro de 2014, não veio para gerar polêmica, mas para falar com seriedade sobre o assunto.
ABORTO JÁ FOI CAPA EM OUTRAS REVISTAS
A revista Veja, em 1997, estampou a história de famosas que interromperam a gestação em suas edições, entre elas estão Marília Gabriela, Hebe Camargo e Ciça Guimarães. Em abril de 2007, foi a vez de Época levar a discussão para a capa da revista, com a frase “Sim ou Não?”. O motivo foi a declaração do então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, propondo plebiscito para alteração da Lei. O tema foi dividido em cinco seções: apresentação do tema, duas para argumentos favoráveis à descriminalização e duas com argumentos contrários.
Já a IstoÉ contou com três matérias especiais sobre o tema. Na edição de junho de 2011, quando o Supremo Tribunal Federal ia votar a legalização da interrupção de gravidez em casos de anencefalia, a revista dedicou espaço para abordar o que estaria em jogo e histórias de mulheres que fizeram o aborto de anencéfalo. Em 2013, quando o Conselho Federal de Medicina declarou a posição favorável à interrupção da gravidez até a 12ª semana, a revista entrevistou pessoas favoráveis, como o ginecologista Cristião Rosas, e contrárias, como o coordenador do Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté e coordenador da Campanha São Paulo pela Vida, Hermes Nery.
Em 2015, a edição de março de 2015 da Revista Marie Claire voltou ao tema, já discutido em edições passadas. Desta vez, além de trazer a atriz Debora Bloch, que revelou ter interrompido uma gravidez, também apresentou Rebecca Gomperts, fundadora da Organização não Governamental (ONG) Women on Web (Mulheres na Web, em tradução livre), que envia remédios abortivos a alguns países, além de instruir como fazer o procedimento.
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